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“A melhoria da soberania alimentar, implica a criação de novas lógicas de mercado”

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É premente promover uma mudança social e política, que contribua para uma melhor gestão do território e adequação das políticas públicas, tendo em vista a revitalização e preservação dos recursos endógenos, saberes e tradições locais das comunidades, contribuindo deste modo para a criação

de emprego local. Assim, a Agricultura Familiar assume relevante importância sobretudo nos territórios de baixa densidade, sendo na maioria das vezes um complemento ao orçamento familiar, pelo que urge reconhecer e criar um estatuto da agricultura familiar portuguesa, com identificação de mecanismos que apoiem e promovam este tipo de produção. Neste sentido, destaca-se o forte contributo dos circuitos curtos de produção e consumo local para o apoio à agricultura familiar, garantindo a proximidade entre produtores/as e consumidores/as, bem como o escoamento dos produtos locais.

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No âmbito do Fórum de Desenvolvimento “Circuitos Curtos de Produção e Consumo Local”, realizado no passado dia 23 de novembro em Castelo Branco, Marco Domingues realçou a importância da produção local para o consumo local e adiantou que é necessário criar uma relação entre todas as partes, produtores e consumidores locais. Os territórios têm as suas especificidades. Dentro do mercado global é necessário criar circuitos nos mercados locais e recuperar e recriar lógicas de mercado local com as pessoas que estão no território, referiu Marco Domingues, Presidente da Animar.

O presidente da Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB), José Gameiro, sublinhou ainda que os produtos endógenos podem alavancar a economia do território, sendo também uma forma de incentivar os agricultores a produzirem novos produtos.

O Fórum de Desenvolvimento “Circuitos Curtos de Produção e Consumo Local" foi uma iniciativa promovida pela Animar – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, em parceria com a Associação EcoGerminar e a Associação Empresarial da Beira Baixa, participada por mais de 60 pessoas representantes de mais de duas dezenas de entidades, públicas e privadas, foi promovida pela Animar em parceria com a Associação Empresarial da Beira Baixa e teve como objetivo promover a partilha e troca de experiências entre entidades de economia social e facilitar o encontro entre produtores locais, contribuindo para a partilha de modelos, problemas e soluções, com vista a criar modelos de circuitos curtos de produção e consumo local na região de Castelo Branco.

No período da manhã, foram realizados dois painéis, sendo o primeiro painel moderado pela coordenadora da rede Rural Nacional, Maria Custódia Correia, destinado à apresentações de práticas de Circuitos Curtos de Comercialização e Produção Local, no âmbito dos quais contámos com a presença de Joana Mais da Associação Tagus/Federação Minha Terra, que apresentou a sua experiência do PROVE, José Rui Dias (Uninorte) apresentou o projeto Agrosmart, que ajuda o produtor a tomar decisões mais precisas na agricultura e tornar a irrigação mais inteligente. João José Fernandes (Oikos) apresentou o projeto Smartfarmer, uma plataforma eletrónica para hortofrutícolas e produtos tradicionais em Portugal. Por fim, Regina Vieira (ESE/IPCB) apresentou o projeto STAI.Bin - Sistema Tecnológico de Apoio à Promoção e Avaliação do Impacto Social, Económico e Ambiental do Circuito Curto De Produção e Consumo na Beira Interior.

No painel seguinte, moderado por Arnaldo Jorge Pacheco Brás (Associação Amato Lusitano), foram partilhadas experiências e projetos de Economia Social e Solidária, que procuram potenciar os recursos endógenos e a comercialização de produtos locais, no âmbito do qual Vitor Andrade apresentou a experiência de valorização de produtos locais e cadeia de consumo local do Grupo de Miro e da Cooperativa Produtos da Nossa Aldeia, e de seguida  Teresa Pouzada e Rita Pinto (ATA/ADRITEM) apresentaram o projeto “Há Festa Na Aldeia”, tendo em vista o envolvimento dos habitantes locais na dinamização do seu território e sensibilizar os visitantes para costumes tradicionais da região, recriando os ambientes e a genuinidade dos usos e costumes que envolviam as comunidades em torno das suas festas de aldeia, apostando assim na valorização das tradições devem ser preservadas e valorizadas e na divulgação dos principais produtos gastronómicos.

No período da tarde, foram organizados dois grupos de trabalho com o objetivo de identificar os problemas e soluções dos Circuitos Curtos de Produção e Consumo Local e de construir um Circuito Curto de Produção e Consumo em Castelo Branco. No âmbito do primeiro grupo, dinamizado por Frederico Reis (CMCD) e Ricardo Romão (Associação EcoGerminar), foram destacados os constrangimentos na integração dos produtos locais nas IPSS’s decorrente das imposições normativas dos financiadores, o que implica uma revisão legislativa que privilegie as relações de proximidade local e de consumo local, a sensibilização  e a criação de relação entre as entidades locais para a integração dos produtos locais nas suas ementas, nomeadamente autarquias e entidades da economia social, a necessidade de formação das equipas técnicas,  a criação de relações de confiança com produtores, sendo também esta uma área a contribuir para o emprego local.

No segundo grupo, dinamizado por João José Fernandes (Oikos) e por Deolinda alberto (ESA/IPCB), foi desenvolvida uma proposta para o Circuito Curto de Produção e Consumo em Castelo Branco, que privilegie a conjugação dos diferentes tipos de circuito curto, procurando deste modo contribuir para a comercialização dos produtos endógenos da região, numa lógica de cooperação e funcionamento em Rede, o que pressupõe a criação de um catálogo de produtos regionais e de mercados de produtores inter-regionais, garantindo o envolvimento das diversas entidades e estruturas locais na dinamização da plataforma local, no âmbito da qual as organizações de desenvolvimento local podem assumir um papel de facilitadores entre consumidores e produtores e de apoio à organização de produtores, a academia apoia o desenvolvimento de tecnologias de produção, de gestão, monitorização e a avaliação da plataforma.

Por fim, Marco Domingues encerrou os trabalhos, salientando a importância do papel da Animar para a partilha de experiências e de mudança de paradigma, ficando ainda o desafio de ser criado um grupo de trabalho para a Economia Circular no território de Castelo Branco.

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