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As comunidades ciganas e a saúde: um primeiro retrato nacional

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Código: 9.1 Imigração e Minorias

N.º/Ref.: 3

N.º Páginas: 92

Suporte: Álbum

Ano: 2009

Autor: Maria José Vicente

Editora: Fundación Secretariado Gitano

Local: Madrid

 

Notas

Este diagnóstico tem como principal objectivo conhecer a situação actual das comunidades ciganas em Portugal relativamente a alguns indicadores do seu estado de saúde e permitir, por essa via, estabelecer uma primeira comparação entre a realidade das comunidades ciganas e a população em geral. De forma a concretizar este diagnóstico e os objectivos apresentados, uma parte fundamental do trabalho consistiu na administração de um questionário a uma amostra das Comunidades Ciganas, através da realização de entrevistas directas (adultos) e indirectas (crianças) a um conjunto de famílias seleccionadas e que se encontram distribuídas pelo território continental. É importante termos presente como premissa fundamental que a informação existente a nível nacional acerca desta Etnia é bastante deficitária, tornando, por isso, muito difícil obter dados fiáveis e objectivos sobre as Comunidades Ciganas. Esta lacuna/ausência de informação conduz igualmente à impossibilidade de construção de uma amostra representativa de um universo que, de facto, se desconhece. Em termos de contextualização geral, verificamos que as primeiras referências sobre a presença de ciganos em Portugal datam do Século XV. Actualmente, e apesar do enorme grau de incerteza e de imprecisão, os números oscilam entre os 30 000 e os 90 000 ciganos portugueses (segundo a Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância são entre 50 000 e 60 000).

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