Debate sobre Violência Doméstica muito participado em Ferreira do Alentejo
A exposição “Aqui Morreu uma Mulher”, que a Animar continua a mostrar pelo país, percorre em 2018 as regiões Centro e Alentejo.
Em Setembro esteve em Ferreira do Alentejo, inserida no projeto #Parar, Pensar, Agir pela Igualdade#, tendo a Biblioteca local recebido uma ação de sensibilização em torno das questões da violência doméstica. Participaram no debate o vereador José Guerra bem como Teresa Campos e José Carlos Carvalho, autores da reportagem que deu origem à exposição. O cabo Carlos Oliveira da GNR apresentou estatísticas sobre violência doméstica no concelho e descreveu o modo de funcionamento do serviço da GNR local e do NIAVE. Intervieram ainda duas técnicas de associações locais – Andreia Piaçaba, da ADTR, abordou a experiência que tem enquanto técnica de Atendimento à Vítima. Por sua vez, Marina Brito apresentou o gabinete Vera, da ESDIME, que faz atendimento psicossocial a vítimas de violência doméstica no concelho de Ferreira do Alentejo e que viu recentemente o seu trabalho reforçado com apoio psicológico.
Entre as várias questões suscitadas pelo público presente, houve perguntas em torno do funcionamento institucional da rede de apoio a vítimas, passando pela violência no namoro até à violência sobre pessoas idosas por parentes/descendentes e por pessoal de instituições de acolhimento. A pertinência da problemática e a motivação de todos levou a que o público e convidados falassem abertamente de várias questões, partilhando inclusive experiências pessoais ou profissionais, sobre violência doméstica e de género.
Muito participado, houve vários testemunhos por parte da sociedade civil, nomeadamente, por parte de funcionárias da junta de freguesia, da segurança social, da GNR, da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), de organizações de desenvolvimento local que implementam projetos educativos e de sensibilização em contexto escolar, incluindo de uma ex-vítima de violência doméstica. A discussão abordou várias particularidades da intervenção neste fenómeno, desde as implicações políticas, às dificuldades urgidas durante a intervenção, a responsabilidade da comunidade local – na prevenção e combate à VD – e o papel da comunicação social na sensibilização e formação dos públicos.










