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Rede Animar participou na Feira Nacional de Agricultura 2016

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FNA-5A Rede Animar participou na 53ª Feira Nacional de Agricultura (FNA), que decorreu entre os dias 4 e 12 de Junho, no CNEMA, em Santarém.

À semelhança do ano anterior, a Animar foi convidada pela Rede Rural Nacional para dinamizar o espaço da RRN na FNA, no dia 11. Cerca de uma dezena de associados coletivos fizeram-se representar, nomeadamente a ADER Sousa, ALIENDE,  Associação EcoGerminar, CRESAÇOR, Cooperativa Terra Chã, Ecomuseu de Barroso, FAJUDIS, Grupo de Miro, Oikos e a Rede Colaborativa do Mondego, contando ainda com a participação de cerca de uma dezena de produtores/as e artesãos/ãs locais.
Ao longo do dia, além da distribuição de publicações e informação sobre projetos e iniciativas dos associados, realizaram-se mostras e degustações de produtos locais, nomeadamente mel, compotas, tapas com salicórnia e flores comestíveis, da Casa do Sal, venderam-se produtos agroalimentares (Mercadinho do Camponês), uma iniciativa da Associação EcoGerminar, e realizou-se um showcooking de Arroz Colaborativo com a José João Rodrigues, associado da Animar e representante da Rede Colaborativa do Mondego.
Pedro Krupenksi, Diretor de Desenvolvimento da Oikos, apresentou o Portal de Mercados Eletrónicos de Proximidade (que será lançado no dia 19 de Julho, no Mercado da Ribeira). Este portal prevê a criação de uma  aplicação web e aplicações para Smartphone (IOS e Android) para facilitar a comercialização de produtos agroalimentares da pequena agricultura familiar, diminuindo a cadeia de intermediação e favorecendo os circuitos curtos agroalimentares. O Portal pretende chegar a todo o território nacional e tem por ambição transformar-se num canal alternativo, contribuindo para a fixação de pequenos agricultores nos territórios de baixa densidade, para a criação de emprego em regiões despovoadas e para a transparência acerca da origem dos produtos e dos preços ao consumidor.
Maria Custódia Correia, coordenadora da Rede Rural Nacional, moderou a tertúlia “Animação Territorial e Governança Local”, no âmbito da qual foram apresentados diversos projetos e iniciativas com forte impacto  para o desenvolvimento local, quer em contexto de aldeia quer transcontinental.
Célia Pereira, dirigente da CRESAÇOR - Cooperativa Regional de Economia Solidária, apresentou o projeto “Quinta do Norte”, de reabilitação da antiga Casa do Gaiato de São Miguel, Vila das Capelas, transformada numa grande quinta comunitária. O projeto envolve sete instituições da ilha com o objetivo de resgatar hábitos agrícolas, combater o desemprego e promover a empregabilidade na agricultura. Numa área de 60 alqueires estão a (re)nascer árvores de fruto, muitas autóctones da ilha, e várias parcelas de cultivo hortícola (que vão abastecer as cozinhas das entidades parceiras), para além de espaços destinados à criação de animais domésticos. Cada uma destas instituições colabora na recuperação da quinta afetando recursos materiais e humanos e implementando projetos que levem à integração de pessoas excluídas, envolvendo as comunidades da costa norte e da ilha.
O projeto “Há Festa no Campo” é outro exemplo que demonstra a importância dos projetos de desenvolvimento local para a dinamização e revitalização das aldeias. Marco Domingues, dirigente da Associação EcoGerminar, deu-nos o seu testemunho referindo que o projeto nasceu da necessidade de encontrar propostas de dinamização cultural e social para a União das Freguesias do Freixial e Juncal do Campo em conjunto com a população e associações locais, apostando na valorizando do património imaterial e cultural das aldeias como forma de afirmação destas, salientando, a título de exemplo, o impacto do Festival de Aldeias Artísticas na comunidade local e na promoção daquele território.
O Grupo de Solidariedade Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro, inicialmente um grupo desportivo, é atualmente uma IPSS com valências diversas, nomeadamente desporto, juventude, sociais e de desenvolvimento, no âmbito das quais promovem diversos projetos de promoção dos produtos do território, destacando-se os Produtos da Nossa Aldeia, bem com o projeto Portugal Tradicional, em desenvolvimento, e cujo objetivo é o desenvolvimento de uma Rede de locais e produtos nacionais, tendo em vista atrair o turismo europeu em autocaravana.
A Rede Portugal Tradicional pretende proporcionar a junção entre o autocaravanismo e os espaços genuínos do nosso país. Estes espaços são: quintas agrícolas, produtores, criadores de animais, complexos de produção de artesanato, associações de desenvolvimento local, etc.
António Frazão, dirigente da Cooperativa Terra Chã, apresentou o trabalho desenvolvido por esta cooperativa, com forte impacto na comunidade local, destacando a importância do desenvolvimento de projetos de animação territorial e de governança local como instrumentos para a participação das pessoas e o desenvolvimento das comunidades locais. Júlio Ricardo acrescentou como exemplo destes processos a intercooperação entre aldeias que nasceu a partir do projeto ASAS - Aldeias Sustentáveis e Activas desenvolvido pela Animar e a partir da qual nasceu a Rede AIA - Rede de Aldeias Inovadoras e Activas, cinco aldeias de vários pontos do país (Rio Maior, Mora, Castelo Branco,  Caldas da Rainha e Castelo Branco), que transferem entre si processos e produtos e a desenvolver dinâmicas de cooperação que assegurem novas sustentabilidades.

Tânia Gaspar

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