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Tertúlia discute parcerias para combater a crise

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No dia 29 de Novembro, em Lisboa, realizou-se a Tertúlia "A Economia Solidária e as Autarquias Locais - uma parceria para combater a crise ?", organizada pela GLOCALdecide – Associação para a Democracia, a Cidadania e o Desenvolvimento e pela Animar.

Numa época em que ouvimos falar sobretudo de crise e políticas de austeridade, sem cuidar de escalpelizar as razões profundas da situação em que estamos mergulhados, é importante procurar alternativas como a Economia Solidária.

O Estado tem estado sob o fogo das políticas de austeridade, com redução acentuada das suas funções (de Estado Social) e das suas despesas. No entanto, o Estado ao nível local tem sido chamado a encontrar respostas para os problemas sociais das comunidades locais, protagonizando uma espécie de Estado-Providência de proximidade. É das articulações e das parcerias entre esta nova Economia e estas ações políticas locais que se pretende falar nesta tertúlia, a partir das experiências e das interrogações e lições de  de Jordi Estivill, economista social da Catalunha, e Rogério Roque Amaro, economista social do ISCTE, contanto também com o testemunho de dois responsáveis autárquicos  portugueses, António José Correia (Presidente do Município de Peniche) e Vitor Barros, Presidente da Assembleia Municipal de São Pedro do Sul.

Decorrente desta tertúlia, surgiram algumas contradições e desafios das relações entre as autarquias locais e as organizações da Economia Solidária, nomeadamente:

1 - A partilha de recursos e de responsabilidades implica passar de um Estado tutela a um Estado parceiro. Esta mudança de paradigma é mais fácil de ocorrer ao nível local e é por aí que devemos começar a inovação.

2 - A economia solidária não pode ser cúmplice do esvaziamento do Estado Social. Muitas das organizações da Economia Social estão a ser cúmplices da destruição do Estado Social em Portugal e isso não é admissível, não podemos aceitar o esvaziamento do papel e das responsabilidades que cabem ao Estado.

3 - As organizações da Economia Solidária não se podem submeter ao poder do Estado nem aos mercados. Deverão relacionar-se com ambos os sectores numa base de total independência que deve assentar fundamentalmente na promoção da democracia participativa interna e externa mas sem se abastardar.

 

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