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Peregrinações Espirituais e Turismo Sacro - Atas do I Colóquio Internacional A Religião em Movimento (17 de Outubro de 2013)

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Código: 9.3 Sociologia

N.º/Ref.: 8

N.º Páginas: 240

Suporte: Livro

Ano: 2013

Autor: Manuel Gama, José Mota Alves, João Ribeiros, Luís Teixeira Pereira (Org.)

Editora: UN Minho, ATAHCA

Local: Braga

 

Notas

Fruto de uma parceria entre a Universidade do Minho, através do seu Departamento de Filosofia, do Instituto de Letras e Ciências Humanas, e a ATAHCA (Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave), realizou-se na instituição universitária bracarense um Colóquio internacional, sob o título A Religião em Movimento. Peregrinações Interiores e Turismo Sacro. Porquê o tratamento desta temática numa Universidade do Estado? Os grandes problemas da vida, como o seu sentido e o problema da morte, são fontes de suscitação religiosa e, como tal, são da dimensão antropológica. Logo, estes temas, antes do seu enquadramento institucional na Igreja e nas suas organizações, fazem parte da vida do ser humano. Daí o serem objecto de interesse geral, para um tratamento, quer do ponto de vista informal, quer de uma perspectiva mais formal, como são os estudos realizados em qualquer academia.
Aliás, tendo o turismo religioso uma relevância cada vez maior entre o turismo de massas actual, e enquadrando-se, como a expressão indica, na dimensão do turismo e do religioso, para a sua compreensão são requeridos conhecimentos de vários domínios do saber, desde a Sociologia à Antropologia, passando pela Filosofia e pela Teologia até aos modernos Estudos Culturais. Foram especialistas desses vários enfoques que estiveram a apresentar os seus estudos no referido Colóquio.
Como anota a reputada especialista em sociologia da religião, Danièle Hervieu-Léger, na sua obra O Peregrino e o Convertido. A Religião em Movimento, nas sociedades modernas a religiosidade está em movimento ao mesmo tempo que se assiste a uma tendência para a "desregulação" da crença. São precisos, ainda segundo a estudiosa, estudos que consigam identificar esse movimento, pois trata-se de uma "nova identidade" do que é "ser religioso" hoje. Os ensaios seguintes, de alcance diacrónico, sincrónico e prospectivo, certamente que dão o seu contributo para o proposto desafio da socióloga.
O peregrino sente-se impelido a ir: para encontrar-se consigo mesmo, para conhecer, para usufruir do local religioso, mas também para comungar do espaço sagrado. A facilidade nas deslocações, a par da melhoria da vida das pessoas, levou ao seu movimento também por motivos religiosos. Muitas vezes, a motivação explícita da deslocação não está presente na sua consciência. Alguns dos textos presentes neste volume procuram esclarecer os fundamentos, quer da peregrinação, quer do denominado turismo religioso. Procuram dar respostas ao porquê e ao para quê da peregrinação. A par da busca do fundamento, são aqui apresentados os centros de peregrinação de Fátima, de Santiago de Compostela e de Covadonga ao mesmo tempo que se faz um relance sobre a situação actual do turismo religioso ou turismo espiritual na sua denominação mais actual.

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